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Inclusive Legacy Lab – Desenvolvido pela Let’s Meet

junho 8 @ 3:00 pm - 6:00 pm

Inclusive Legacy Lab – Powered by Let’s Meet & PCMA
Com a colaboração especial da Rede Costarriquenha de Turismo Acessível
Apoiam: Conselho Nacional de Pessoas com Deficiência (CONAPDIS); Instituto Costarriquenho de Turismo (ICT)

Do discurso inclusivo à experiência acessível

8 de junho | 15h00 – 18h00
FIEXPO Latin America 2026

O Inclusive Legacy Lab é um laboratório estratégico e participativo criado para transformar a conversa sobre inclusão em critérios concretos de acessibilidade aplicados a destinos, hotéis, venues, eventos e experiências.

Sob a abordagem “Do discurso inclusivo à experiência acessível”, esta atividade propõe analisar a jornada completa de uma pessoa com deficiência ou com requisitos específicos de acessibilidade: desde a busca por informações prévias e o registro no evento, até a chegada ao destino, hospedagem, mobilidade, participação em sessões, networking, alimentação, atividades sociais, situações de emergência e retorno ao seu local de origem.

O laboratório partirá de uma premissa central:

A acessibilidade não começa na rampa. Começa quando desenhamos um evento pensando em quem poderia ficar de fora.

A sessão combinará reflexão estratégica, experiências reais, visão técnica e trabalho colaborativo para identificar barreiras, reconhecer boas práticas, propor soluções aplicáveis e gerar insumos que possam contribuir para uma indústria de reuniões mais acessível, competitiva e preparada para todas as pessoas.

Mais do que uma conversa sobre inclusão, o Inclusive Legacy Lab será um espaço desenhado para ativar aprendizados, compromissos e ações concretas que permitam passar do discurso inclusivo à experiência acessível.

Propósito do laboratório

O verdadeiro valor do Inclusive Legacy Lab não está apenas em identificar barreiras ou compartilhar experiências, mas em converter esse conhecimento em critérios técnicos aplicáveis que permitam melhorar eventos futuros.

A acessibilidade não deve ser entendida apenas como um requisito para eventos especializados ou dirigidos a pessoas com deficiência. O desafio atual da indústria é fazer com que os eventos gerais sejam desenhados desde sua origem para receber a maior diversidade possível de participantes, expositores, compradores, vendedores, palestrantes, colaboradores e visitantes.

Nesse sentido, o laboratório buscará gerar uma primeira base de aprendizados e recomendações que possa contribuir para avançar rumo a uma FIEXPO Latin America 2027 mais inclusiva, acessível e preparada para todas as pessoas, tornando-se também uma referência para a indústria de reuniões na América Latina.

Facilitadores e especialistas convidados

Mónica Garcia
Association Meetings Manager, Barcelona Convention Bureau

Gladys Díaz
Presidente, União Latino-Americana de Cegos

Stephanie Sheehy
Diretora Executiva, Rede Costarriquenha de Turismo Acessível

Patricia Puentes
Diretora, Let’s Meet

Lucio Vaquero
Diretor Regional, PCMA

Santiago González
Diretor de Desenvolvimento de Projetos, FIEXPO Exhibitions Group

Agenda ajustada

15h00 – 15h10

Abertura estratégica

A acessibilidade como condição de qualidade, competitividade e hospitalidade real

Boas-vindas e introdução ao propósito do laboratório.

Este bloco introduzirá a ideia central do laboratório: a acessibilidade não deve ser entendida como um componente adicional, uma resposta pontual ou uma obrigação normativa, mas como um elemento essencial no desenho de experiências, destinos, hotéis, venues e eventos.

A partir dessa visão, será apresentada a metodologia de trabalho da sessão, baseada em experiências reais que permitam identificar barreiras, reconhecer boas práticas e transformar os aprendizados em ações concretas, responsáveis e oportunidades de melhoria para a indústria.

15h10 – 15h25

Do discurso inclusivo à experiência acessível: marco conceitual e visão institucional

Este bloco introdutório permitirá estabelecer uma visão comum sobre a acessibilidade e a inclusão na indústria de reuniões.

Por meio de uma conversa guiada pelos facilitadores, será feita uma reflexão sobre por que a acessibilidade não deve ser vista apenas como um requisito normativo ou uma adaptação pontual, mas como um elemento estratégico que influencia diretamente a experiência dos participantes, a reputação dos destinos, a competitividade dos eventos e a capacidade de gerar espaços verdadeiramente inclusivos.

A sessão buscará desafiar algumas percepções tradicionais, partindo de uma ideia central: cumprir a normativa não garante uma experiência inclusiva.

Um evento pode contar com infraestrutura acessível e, ainda assim, apresentar barreiras na comunicação, na informação, no atendimento, na mobilidade ou na participação. Por isso, o objetivo não é apenas eliminar obstáculos físicos, mas compreender a acessibilidade como uma condição que permite que todas as pessoas possam acessar, participar, interagir e desfrutar da experiência em igualdade de condições.

Essa reflexão servirá como base para a análise de casos, a identificação de barreiras e a construção de propostas de melhoria durante o laboratório.

15h25 – 16h10

Estudos de caso e aprendizados reais

O que estamos fazendo, o que estamos aprendendo e quais barreiras ainda permanecem

Apresentação de três experiências reais que permitirão analisar diferentes dimensões da acessibilidade aplicada a eventos, destinos e serviços.

Cada caso será abordado a partir de quatro perspectivas:

  • Barreiras encontradas antes, durante e depois do evento.
  • Boas práticas implementadas.
  • Desafios ou situações que geraram dificuldades.
  • Lições aprendidas aplicáveis a outros eventos e destinos.

Caso 1 – Barcelona Convention Bureau

Mobilidade e acessibilidade física

Este caso permitirá analisar aprendizados vinculados à mobilidade, infraestrutura, circulação, acessibilidade física, venues, hotéis, transporte e experiência urbana do participante.

Caso 2 – União Latino-Americana de Cegos

Comunicação e acesso à informação para pessoas com deficiência visual

Este caso permitirá abordar barreiras vinculadas à informação prévia, sites, formulários, sinalização, materiais, orientação, participação em sessões, autonomia e comunicação acessível.

Caso 3 – ASIDOWN Costa Rica

Acessibilidade cognitiva, compreensão de eventos e autonomia

A experiência permitirá identificar aprendizados relacionados à acessibilidade cognitiva, compreensão da informação, autonomia, acompanhamento, desenho de experiências e adaptação de processos para pessoas com deficiência cognitiva.

16h10 – 16h20

Transição metodológica

Do estudo de caso à jornada completa do participante

Breve explicação da dinâmica participativa.

Em vez de trabalhar apenas por tipo de deficiência, os participantes serão organizados de acordo com os diferentes momentos da experiência do participante. Isso permitirá analisar a acessibilidade a partir de uma lógica integral, prática e aplicável a eventos gerais.

Será apresentada a matriz de trabalho que os grupos utilizarão:

Fase 1 = Elemento – Condição – Barreira identificada

Fase 2 = Possível solução – Ator responsável – Requisitos

16h20 – 16h50

Laboratório de barreiras

Os participantes trabalharão nos seguintes grupos temáticos:

Grupo 1 – Comunicação

Elementos a analisar:

  • Informação prévia à viagem
  • Registro prévio e no local
  • Solicitações especiais
  • Feedback posterior

Grupo 2 – Serviços turísticos

Elementos a analisar:

  • Chegada ao destino
  • Transporte e mobilidade
  • Hospedagem
  • Orientação geral no destino

Grupo 3 – Evento

Elementos a analisar:

  • Venue
  • Entrada e circulação
  • Participação em sessões
  • Participação como assistente
  • Participação como painelista
  • Networking
  • Inclusão laboral

Grupo 4 – Experiência social

Elementos a analisar:

  • Alimentação
  • Atividades sociais
  • Emergências e imprevistos
  • Acompanhamento e resposta diante de situações não planejadas

Cada grupo analisará sua área temática e identificará, para cada elemento:

  • As barreiras que aparecem em cada momento da experiência
  • A condição de deficiência afetada pela barreira
  • Qual barreira queremos resolver
  • Quem é afetado principalmente

O objetivo é identificar barreiras críticas e as pessoas cujo acesso é limitado em cada caso.

16h50 – 17h00

Pausa breve

17h00 – 17h30

Laboratório de soluções aplicáveis

Da barreira à ação

Os mesmos grupos trabalharão sobre as barreiras identificadas para transformá-las em soluções concretas, realistas e aplicáveis.

Para cada barreira indicada na matriz, os participantes deverão encontrar pelo menos um ajuste razoável, uma solução ou um recurso de apoio que minimize a barreira para garantir que o elemento seja acessível a todas as pessoas.

Perguntas orientadoras:

  • Que ação concreta pode ser implementada?
  • O que poderia ser implementado de forma imediata?
  • Qual ator deve liderar a solução?

Além disso, deverão indicar na matriz:

  • O que requer orçamento?
  • O que requer capacitação?
  • O que requer mudanças operacionais?
  • O que requer infraestrutura?

A dinâmica buscará transformar a conversa em uma primeira base de ações concretas para destinos, hotéis, venues, organizadores, fornecedores, convention bureaus, DMCs, PCOs e instituições públicas.

17h30 – 17h45

Compartilhamento em plenária

Aprendizados para uma experiência acessível

Breve apresentação dos principais aportes de cada equipe.

Este bloco permitirá construir uma primeira base compartilhada de critérios aplicáveis para melhorar a acessibilidade em destinos, hotéis, venues, eventos e experiências.

17h45 – 17h55

Acessibilidade como legado real

Roteiro rumo à FIEXPO Latin America 2027

Espaço de síntese para destacar os principais aprendizados do laboratório e projetar possíveis linhas de continuidade.

A acessibilidade será apresentada como uma dimensão concreta do legado: quando um evento impulsiona melhorias na forma como um destino recebe, orienta, comunica, mobiliza e acompanha seus visitantes, o destino fica mais preparado para todos.

17h55 – 18h00

Encerramento institucional

Conclusões finais e encerramento da atividade

O laboratório será concluído reafirmando que uma experiência acessível não beneficia apenas as pessoas com deficiência, mas eleva a qualidade de todo o sistema: melhora a hospitalidade, fortalece a competitividade e amplia a capacidade dos destinos de receber mais e melhor.

Com a colaboração especial:

Detalhes

Organizador

  • Terça-feira